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domingo, 22 de abril de 2012

Gomorra - Roberto Saviano

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O livro Gomorra foi escrito por Roberto Saviano, atualmente jurado de morte pela máfia italiana chamada Camorra. O Sistema, como a Camorra é conhecida entre os membros, é considerado um dos grupos mafiosos mais fortes e influentes do mundo, com negócios por toda a Europa e parte da Ásia, importadores de drogas vindas da América do Sul e com conexões nos Estados Unidos. A brincadeira entre os nomes Gomorra e Camorra é evidente, mas a escolha também se explica em um dos últimos capítulos, quando Saviano conta a história de um padre que resolveu enfrentar os mafiosos. O autor viveu na região de Nápoles, o que possibilita uma visão bem singular dos fatos, uma chance em mil. Ele era próximo de alguns personagens camorristas do livro, cresceu ouvindo as histórias sobre a violência do grupo e vivenciou várias delas. Seu pai, por exemplo, foi espancado por tentar salvar uma das vítimas da Camorra, que acho sangrando em uma estrada. Trabalhava em ambulância, o ferido precisava de ajuda. Ele o levou para o hospital. O certo seria esperar os assassinos voltarem e terminarem o serviço, para só então recolher o corpo. O livro fala muito dessas leis invisíveis que não competem ao estado, mas ao mundo do crime. Todos sabem quais são e quebrá-las tem conseqüências graves, o que explica a falta crônica de testemunhas para crimes de assassinato.

Aproveitando que os clãs da Camorra são verdadeiras máquinas capitalistas e têm negócios dos mais diversos, Saviano divide o livro de acordo com suas áreas de atuação e momentos importantes da história da máfia, como guerras internas ou prisão dos chefões. O leitor fica sabendo que os vestidos das grifes italianas que circulam por todo mundo e vestem as atrizes de Hollywood são feitos em fábricas clandestinas controladas pela Camorra. Que o cinema influenciou muito mais a máfia do que a máfia o cinema. Que o sul da Itália é um verdadeiro aterro de lixo tóxico e dejetos perigosos, contaminando as terras e o ar a ponto de elevar em 20% o câncer na região.

“Quando uma bala chega, você cai no chão e não respira mais, abre a boca e puxa o ar, mas não entra nada. Não consegue mesmo. São como socos no peito, que parece que estouram. Mas depois a gente se levanta e volta tudo ao normal, e isso que é importante. Depois da queda, você levanta”.

Quem espera algum glamour, esqueça. Nesse ponto filme e livro são coincidentes. Esse não é um romance de Mario Puzo, como o filme também não é Cidade de Deus. A máfia que conquista os jovens napolitanos é uma máquina de fazer dinheiro para os que têm tino comercial e uma máquina de fazer cadáveres para os que só sabem puxar o gatilho. Não há um esforço de Saviano para empurrar um livro em uma só direção. Ele destaca tanto a crueldade quanto o ridículo das situações, tanto a ausência do estado quanto a luta dos carabinieri. A realidade é plural e assim ele a retrata, por mais surreais que possam parecer certos acontecimentos.

“As grifes da moda italiana só começaram a protestar contra o grande mercado das falsificações, gerido pelos cartéis de Secondigliano, depois que a Antimáfia descobriu todo o mecanismo. Até então, não tinham planejado nem mesmo uma única campanha publicitária contra os clãs, nunca tinham feito denúncias (…). Denunciar o grande mercado significava renunciar para sempre à mão-de-obra barata que utilizavam na Campânia”.

Das histórias do livro, duas me chamaram mais atenção. As menos sangrentas e mais cinematográficas. Um jovem bebendo no bar ainda em estado de êxtase por ter experimentado pela primeira vez um AK-47. Seu encantamento é tanto que ele consegue férias de um mês na Camorra para viajar até a Rússia para conhecer Kalashnikov, o inventor da arma. Leva uma mozarela para o velinho, presente do chefe do clã, e volta com dezenas de fotos autografadas para distribuir aos conhecidos. Lá na casa de Kalashnikov, pelas paredes, fotos de crianças que foram batizadas com o nome de seu invento ou corruptelas do mesmo. Uma homenagem dos pais ao invento que mais matou pessoas no mundo, mais do que a AIDS ou desastres naturais, segundo o autor.

“Quando alguém vê tanto sangue pelo chão, começa a apalpar-se para conferir se não está ferido, se naquele sangue não está também o seu; inicia-se uma ânsia psicótica para assegurar-se de que não se está machucado. E mesmo assim não se acredita que um só homem possa ter tanto sangue, pois seguramente o seu próprio corpo possui muito menos”.

A outra história, na verdade um breve parágrafo, fala da apreensão da Camorra quando veio o tsunami. O maremoto revelou “centenas de tambores entupidos de detritos perigosos ou radioativos” enterrados pela Camorra nas praias da Somália nas décadas de 1980 e 1990. Foi supostamente a necessidade de ajuda humanitária que desviou a atenção da mídia para o ocorrido. Força dos fatos comentada, vale dizer que Gomorra também tem um lado mais literário que Saviano deixa escapar em alguns começos ou términos de capítulo, e desse aspecto não gostei.

O autor usa de metáforas desnecessárias para ter certeza de que o leitor entenderá o drama. Quando passa os dedos na marca de bala do AK 47 na vitrine de uma loja, por exemplo, ele faz uma comparação mais ou menos assim: como um verme entrando e saindo dos buracos. Essas e outras figuras imagéticas acabam sendo infantis diante da força do relato. Para mim, a parte pseudo-poética foi entediante e podia ter economizado algumas folhas ao livro. Veja só:

“Dom Peppino escavou uma trilha na encosta das palavras erodidas pelas escavadeiras da sintaxe, aquela força que a palavra pública, pronunciada claramente, podia ainda se permitir”.

Livro e filme têm uma diferença importante: no filme, as artimanhas de roteiro e direção foram descartadas para que não haja um clímax vindo da linguagem cinematográfica. Nem diretor nem roteirista dizem em que cena ficar mais ou menos chocado. Quando respirar ou se desesperar. Existem as imagens, pedaços de história, e nada mais. Se há algum clímax, é o espectador que irá determiná-lo. Quem vê escolhe sua cena mais forte. No livro, Saviano tenta mostrar ao leitor o que é mais impactante. Talvez seja um reflexo verdadeiro do que o afetou mais profundamente, mas que atrapalha o andamento da leitura. É como dizer “morreu uma menina de quatorze anos. Quatorze anos. Quatorze!”, como se as outras mortes não fossem relevantes. É provável que os que acharam o filme monótono gostem desse artifício. Não foi o meu caso.

“O melhor modo de esconder as armas é mantê-las nos quartéis. (…) os fuzis, dessa vez, vinham empilhados em caminhões militares que ostentavam nas laterais o símbolo da OTAN. Grandes carretas roubadas das garagens americanas que, graças àquela inscrição, podiam rodar tranquilamente pela Itália”.

Concluindo, Gomorra é um livro fundamental para decifrar a mecânica do crime organizado e que ajuda muito a entender as entranhas do capitalismo global. Talvez tão relevante quanto O mundo é plano, de Thomas Friedman.

Fonte, clique aqui

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Carlos Drummond de Andrade

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Texto q redigi de um jornal antigo, da época do vestibular...Drummond é uma grande influência, para quem não sabe...Gooxe vêm de "gauche".


Antologia Poética Carlos Drummond de Andrade parte 1
Por: Maria de Fátima Gonçalves Lima

Drummond é desses poetas q aparecem de tempos em tempos e conseguem apreender e refletir poeticamente as inquietações de uma época.

Um eu todo retorcido

A poesia é a arte q se manifesta pela palavra e o seu objeto é o reino mágico e infinito do espírito. O filósofo contempla o mundo exterior, idéias gerais, objetivas, universais. O poeta contempla o mundo interior, idéias particulares, subjetivas, dentro dos seus limites pessoais. No entanto, paradoxalmente, ao contemplar o próprio reino, o poeta descobre o mundo inteiro.
A poética de Carlos Drummond de Andrade exercita esse imbricamento entre os mundos subjetivo e objetivo, entre o “eu” e o mundo exterior. Porém, nas primeiras obras pode ser observado um conflito entre o eu versus o mundo. Ao contemplar as águas da vida, o poeta viu imagens de um indivíduo desajustado, marginalizado, á esquerda dos acontecimentos, portanto um gauche: “Quando nasci, um anjo torto/ desses q vivem na sombra/ disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida. Gauche é um adjetivo francês q, no caso, significa “sem jeito”, de esquerda, ás avessas, tímido; é também postura peculiar ao poeta em face de si e do mundo. Caracteriza ainda o contínuo desajustamento entre a sua realidade e realidade exterior. Há uma crise entre sujeito e objeto q, ao invés de interagirem e se completarem, terminam por se opor conflituosamente.
O “Poema de sete faces” abre Alguma Poesia (1930), a primeira obra publicada de Drummond. Neste poema, o tema do gauchismo é apresentado pela primeira vez e contém uma síntese de vários aspectos q caracterização a obra de do autor no futuro. O poema apresenta sete estrofes q, aparentemente, nada têm a ver em si. Porém, sete é um número mágico, alquímico, simboliza, entre outras coisas, a arte e a perfeição.
Através das sete faces/ estrofes o poeta exprime sua solidão em face das coisas e das pessoas q o cercam. Fora de si mesmo a realidade nada lhe diz senão q ele está sozinho com a sua timidez e sua falta de jeito para viver, q lhe veio de nascença. Não fosse a inquietação dos homens, a vida seria mais bela. De súbito, o poeta faz um comovido apelo a Deus, nascido da consciência da sua própria fraqueza. Diante dela o mundo lhe parece vasto e o “eu” poético não vê a possibilidade de se fazer entender, mesmo apelando ironicamente para uma rima como solução. No entanto, ele sabe q vasto tbm é o sentimento q carrega em seu coração. Para contê-lo, apela para um recurso típico da sua maneira de ser, na última estrofe, atribuindo sua emoção á bebida e a beleza da lua.
O gauchismo do “eu” lírico é anunciado por “Um anjo torto”: Quando nasci, um anjo torto/ desses q vivem na sombra/ disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida. Os anjos são comuns nas histórias religiosas, como é o caso do anjo Gabriel, q ordena a José q fuja de Jerusalém com o menino Jesus. Os anjos bíblicos geralmente são bons, prenunciam coisas boas e auxiliam as pessoas a encontrar melhor caminho; enfim, são anjos de luz, como observam algumas sugestões didáticas de leitura, como as q foram elaboradas por William Roberto Cereja e Lygia Mariana Moraes. O anjo q aparece ao “eu” lírico é o contrário da imagem religiosa: é “torto”, vive “na sombra”, tem um olhar incerto, expressão enigmática e irônica. É um anjo barroco, como aqueles das igrejas mineiras, marcados por mistérios, contradições e linhas q oscilam entre o bem e o mal. É esta figura cheia de estranhamento q prediz o futuro gauche do poeta e, é este o momento q a arte adquire forma, voz, ação e revela suas 7 faces ao grande poeta Carlos Drummond de Andrade.
Fazendo uma interpretação simples, poderíamos dizer q, diante do sombrio anúncio, o “eu” lírico vê o mundo vazio e superficial e as relações humanas parecem ser mediadas apenas pelo desejo: As casas espiam os homens/ q correm atrás de mulheres./ Á tarde talvez fosse azul,/ não houvesse tantos desejos. Porém, foi através do verbo anunciado q o nosso artista descobriu a palavra poética e seguiu seu caminho de  sons, vocábulos, imagens, alquimia e a marca do humano. A partir daquele instante, o poeta fez da rima, não uma solução, mas uma ponte entre o homem e sua própria humanidade perdida na falta de sensibilidade e arrogância.
Drummond traz na alma os sentimentos deste mundo q é mais gauche do q o artista. Este artista, apesar do aparente orgulho e individualidade, traduziu sempre o sentimento + nobre q existe no mundo: o amor ao próximo e fez de sua poesia a sua vitória verbal, ao traduzir nas 7 faces da palavra poética todo o lirismo q o mundo precisava possuir.
Este sentimento de solidariedade do autor se estende ao homem do povo chamado “José”. Esse personagem pode ser uma encarnação do próprio poeta, mas tbm a do ser humano seu semelhante, q sofre todas as dificuldades e decepções desta vida, mas continua a viver com obstinação, apesar de não ter nenhuma perspectiva, nem mesmo para aonde ir:

E agora, José?
A festa acabou,
A luz apagou,
O povo sumiu,
A noite esfriou,
E agora, José?
E agora, você?
Vc q é sem nome,
Q zomba dos outros,
Vc q faz versos,
Q ama, protesta?
E agora, José?

José é mais gauche do q Carlos, ou qualquer outro gauche poetizado por Drummond. É uma invenção mais apurada. No Carlos, o “Poema de 7 faces”, o poeta se reconhece como gêmeo, mas José está a meio caminho entre ele e o leitor. O “eu” de José é ainda mais retorcido, mais gauche, mais torto, mais sombrio do q o de Carlos. Principalmente, José não tem lastro familiar, não tem sobrenome, não sabe de onde veio nem para aonde vai. Tem a chave na mão, mas não existe porta. Quer voltar ao passado, mas o passado secou. Suas alternativas não passam de hipóteses seguidas de reticências, de vazios, do nada. Até a morte lhe é estranha. José é a essência do ser aporético, q não encontra saída nenhuma na vida. É o chamado zero á esquerda, pessoa sem valor, sem nada, niilizado, símbolo de uma era de massificação, época de objetos e de não sujeitos.
José surge em 1942, como parte de Poesias. O poema q dá título ao livro, sintetiza as preocupações básicas do poeta neste momento: a consciência de seu ser-no-mundo e o questionamento do sentido da existência humana. Através da luta com as palavras, Drummond busca expressar essa conexão eu-mundo. Relação ainda bastante conflitiva, fruto da autonegação, da solidão q invade o artista da palavra, culminando na necessidade de adoação da máscara, José, a persona, através de quem fala o ser qualquer. José é um livro em q o “eu” lírico, desencantado, percebe a sua solidão e a falta de perspectiva q o grande mundo o oferece. O poema “A bruxa” expõe esse momento de conscientização da solidão do homem no quarto, na América, no mundo: Nesta cidade do Rio,/ de 2 milhões de habitantes, / estou sozinho no quarto, / estou sozinho na América.// Estarei mesmo sozinho/ Ainda há pouco um ruído/ anunciou vida a meu lado./ Certo não é vida humana,/ mas é vida. E sinto a bruxa/ presa na zona de luz.
A tomada de consciência da própria condição de solitário, leva a construção de um desejo de poetizar sobre a vida, naquilo q ela oferece não de pior, mas de prazer. Daí a necessidade de encontrar um amigo q seja leitor de Horácio, q saiba viver secretamente os prazeres da vida e ser principalmente amigo. Porém, a realidade é uma grande beco sem saída, é uma noite de confidências assustadoras, de vozes q ressoam como os gritos da bruxa a atordoar a paz, a esperança de ter as mãos dadas com o companheiro e ter fé no futuro. O “eu” lírico é um José sem festa, sem minas, sem ouro, sem crença e amigo, um eu todo retorcido marcado por profunda angústia e solidão.
O poema de Drummond é flor vida q se contrapõe á náusea da esterilidade dos seres insensíveis e sem essência. “A flor e a náusea” traduz uma forte carga existencialista. O existencialismo é uma variante da temática social do livro A rosa do povo.

A flor e a náusea

Preso á minha classe e a algumas roupas
Vou de branco pela rua cinzenta .
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas,
Alucinações e espera.
O tempo podre, o poeta podre
Fundem-se no mesmo impasse.

“A flor e a náusea” reflete sobre a própria natureza do poético e sua função social. Tal reflexão exala perfume e náusea ao mesmo tempo, faz apologia á paz, fala da guerra e dos horrores da humanidade, ressaltando o branco em oposição ao cinza para expressar as contradições e dificuldades q a poesia social diariamente enfrenta.
A flor-poesia revela a consciência da limitação do poema chamado social e considerado por muitos como “poema sujo”, “poesia impura” ou “anti-poesia”. A flor-poesia é malvista, maldita, nasceu na rua, no asfalto, não possui cor e nem pétalas, seu nome não está nos livros./ É feia. Mas é realmente uma flor poesia revolução.
É nauseante a idéias de q o poeta pode até defender ou denunciar os problemas da carência humana, mas não pode resolvê-los de forma prática.
Esta circunstância de impotência diante dos problemas da vida provoca enjôo e revolta num poeta q tem dentro de si, um coração maior q o mundo e todos os sentimentos dos homens. Sua vontade é dar um grito de paz através da sua rosa. Este ato é coerente para quem escreveu dizendo Pôr fogo em tudo, inclusive em mim./ Ao menino de 1918 chamavam anarquista./ Porém meu ódio é o melhor de mim./ Com ele me salvo/ e dou a poucos uma esperança mínima. Nesses versos de “A flor e a náusea”, Drummond depõe sobre um curioso episódio de sua vida q, graças a um incidente com um professor de Português, ele seria expulso do colégio Anchieta, em Nova Friburgo, no RJ. Tinha Drummond seus 17 anos e nesta ocasião foi acusado de insubordinação mental e anarquista. O jovem denominado revolucionário tornou-se um dos maiores poetas da língua portuguesa e o professor de português ficou na história marcado por sua incoerência e insensatez, por sua visão retorcida sobre a educação e sobre o homem.
Foi através da leitura q o jovem poeta adquiriu e desenvolveu reflexões críticas sobre a realidade. Algumas leituras foram decisivas para a formação do Carlos poeta q, de sua Itabira do Mato Dentro, observava o cosmopolitismo da cidade grande ou dos países em evidência. Daí a ironia ao seu mundo interior revelado por um anjo torto/ desses q vivem nas sombras da timidez e, talvez como o próprio poeta, também um gauche provinciano seqüestrado pela vida besta, como certa vez observou Mário de Andrade.
Carlos Drummond é um Poeta Maior e, como tal, trabalha temas metafísicos ou políticos, portanto universais.






sexta-feira, 30 de março de 2012

J.M Gooxe - Vá a Geena Perpetua (download)

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01 - Oito Voltas
02 - Pescando Porcos
03 - Curriculum Mortis
04 - Na tempestade
05 - Ponto Com
06 - Estátuas e Gárgulas
07 - Carcaça de pecados
08 - Poço dos perdidos
09 - Esposa Eterna
10 - Espectros
11 - Bloco B 2° Andar
12 - Receio e Rancor
13 - Algo azul na água
14 - Jardim(undo) de Anjos
15 - Vitórias Régias no Lago da Tristeza
16 - Adeus a Deus & a minha garota
17 - Palácio de Gelo
18 - Satomi Mitari
19 - 3° Andar Bloco C
20 - Semitu
21- Senhores das flores
22 - Santuário Cinza
23 - Dia-Noite
24 - Janelas & Espelhos
25- A garoa q atordoa
26- O meu e o seu mundo
27- Ninfetas Noturnas
28- A verdade é q eu não + me importo
29- Deus e uma bóia no Estige
30- Possíveis Probabilidades

domingo, 4 de março de 2012

Ryan Blair

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No livro Nothing to Lose, Everything to Gain, o americano Ryan Blair conta como deixou de fazer parte de uma gangue para se tornar um empreendedor milionário.

Vi essa reportagem na PME de Fevereiro e fiquei muito motivado a ler este livro, meu inglês é péssimo, mas se não houver tradução no português, vou acabar é comprando o inglês mesmo e metendo a cara, haha...editoras do Brasil, tradução já! :D


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Bíblia Satânica

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Em breve teremos disponível em nossa loja outras edições da Bíblia Satânica, as primeiras q conseguimos já se esgotaram, estamos numa "feroz luta" com os fornecedores e em breve teremos outras unidades em mãos, fique atento e compre a sua antes q acabe novamente...

A Bíblia Satânica é menos Bíblia e mais Filosofia

Este livro pode bem mudar completamente a sua opinião sobre o satanismo.
Sobre a obra:
Anton LaVey era seguramente um homem muito astuto e uma personalidade muito interessante.
Este livro pode ser um poderoso antídoto para os que nunca leram nada que não fosse mainstream; pode ser uma inspiração para os que procuram o caminho do poder, do controlo, e de outras emoções que geralmente são reprimidas; foge à ideia de violência e loucura dos sacrifícios; e mostra-nos que há uma filosofia subjacente a todo este mediatismo negativo.
A longo prazo, o verdadeiro poder do homem, é forjar a sua própria identidade e filosofia na vida. Assim, este livro trata-se apenas de uma abertura a uma nova escola de pensamento.
Sobre o autor:
Anton Szandor LaVey, (11 de abril de 1930 - 29 de outubro de 1997), foi o fundador Americano e Sumo Sacerdote da Igreja de Satanás, assim como um escritor, ocultista e músico. Ele foi o autor de A Bíblia Satânica e fundador da LaVeyan satanismo, um sistema de síntese da sua compreensão sobre a natureza humana e as idéias de filósofos que defendiam o materialismo e o individualismo, para a qual ele alegou ter inspiração sobrenatural.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os protocolos dos sábios de Sião

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O texto abaixo não é descrevendo o livro, mas encontrado na página da editora Centauro, após polêmicas e apreensão de edições após o lançamento do livro.

ISBN - 150 Págs.
Nenhuma obra despertou mais a atenção do mundo no século XX do que Os protocolos dos Sábios de Sião. Grandes jornais, críticos e escritores discutem esse livro que contém o suposto plano dos judeus para dominar o mundo.
A propósito da edição da obra Os Protocolos dos Sábios de Sião, de autoria desconhecida, a Centauro Editora  esclarece aos estudiosos, pesquisadores e leitores de todas as etnias que compõem nossa comunidade, que, em absoluto, não apóia nem respalda, por nenhum meio ou forma, a ideologia ou os conceitos doutrinários de seus autores, declarando, expressamente a neutralidade de seu posicionamento como editora, de apenas disponibilizar seu conteúdo, o qual, embora polêmico, simboliza um documento – autêntico ou não – da humanidade.
Ao editor não cabe emitir juízos de valor sobre as obras veiculadas; este julgamento fica ao exclusivo critério de leitores e estudiosos. A Editora Centauro faz consignar sua absoluta isenção de ânimo ao publicar obras consideradas incomuns ou polêmicas, reafirmando seu respeito a todos os credos, etnias, convicções religiosas e políticas, que convivem harmoniosamente em solo pátrio. E essa harmonia, baseada no respeito e na tolerância recíproca, permite a difusão e integração dos mais variados saberes, enriquecendo a composição do mosaico social e cultural da nação brasileira.
A veiculação de obras intelectuais, como o livro, desfruta de proteção constitucional, como irradiação de conhecimentos indispensáveis à formação de uma cultura geral humana e sem preconceitos. Não representa, porém, apologia, apoio ou concordância com a ideologia de seus autores. De outra parte, todos os cidadãos têm o direito fundamental de acesso à informação (art. 5º, XIV, da Constituição Federal), seja esta conveniente ou não a crenças individuais.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sandman Edição Definitiva Vol 2

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Comprei a primeira edição q hoje se encontra meio rara de comprar por aí e comprei recentemente a segunda, Sandman sempre é Sandman...


Depois do sucesso do primeiro volume de Sandman - Edição Definitiva, a sua continuação chega às livrarias de todo o país trazendo mais um ato da jornada de Morfeus, o Rei do Sonhar. O responsável por essa saga contemporânea é Neil Gaiman, o autor que se tornou uma unanimidade entre os leitores de quadrinhos. Com sua fábula contemporânea, ele criou uma mitologia que adquiriu vida própria logo que entrou em contato com os leitores tornando-se um clássico quase instantâneo. 

A série conta a história de Morfeus, um dos Perpétuos - criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores. Basicamente ele controla e tem acesso a todos os sonhos da humanidade e de todas as criaturas capazes de sonhar, sendo o senhor do Mundo dos Sonhos, a terra aonde vamos em nossas horas de sono. 

Quando o arco Estação das Brumas - publicado nesta edição - começou, em outubro de 1990, a reputação de Sandman como uma das narrativas gráficas mais inovadoras e inteligentes já publicadas havia ultrapassado as fronteiras tradicionais dos quadrinhos. Em apenas vinte edições, Neil Gaiman e seus colaboradores haviam desenvolvido uma mitologia rica e profunda no Sonhar - que capturava a imaginação dos leitores onde quer que estivessem. A partir dessas conquistas, a série estava destinada a alcançar níveis ainda mais altos de popularidade - e o ponto de virada seria o retorno memorável do Rei dos Sonhos ao Inferno, apresentado nessa edição. 

O segundo volume da série chega em formato diferenciado (18,5 por 27,5 cm), reunindo as edições 21 a 39 da série, com cores reconstruídas e mais de 100 páginas de extras, como os posfácios das coletâneas originais, uma galeria repleta de artes baseadas no universo dos Sonhos, uma história curta publicada em Vertigo Winter´s Edge 1 e o roteiro completo da edição 23 de Sandman, o famoso e emblemático encontro do Senhor dos Sonhos com o Senhor do Inferno. Tudo isso em 620 páginas oníricas. 

Escrito por Neil Gaiman; com arte de Shawn McManus, Kelley Jones, Mike Dringenberg, Bryan Talbot, John Watkiss, Matt Wagner, Stan Woch, Dick Giordano, P. Craig Russel e Vince Locke; capas de Dave McKean. O primeiro volume foi eleito como Melhor Encadernado de Livrarias pelos leitores Vertigo em votação no site (http://web.hotsitepanini.com.br/vertigo/) para a escolha dos Melhores Vertigo/WS 2010. 

Editora: Panini Brasil
Autor: NEIL GAIMAN
ISBN: 9788573517323
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 620
Acabamento: Capa Dura
Formato: Grande



sábado, 14 de janeiro de 2012

Militares no Poder

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Reunidas pela primeira vez em 1977, em três volumes lançados pela Nova Fronteira com o título 'Os militares no poder, as colunas de Castelinho' ganham uma reedição. Agora, a acurada análise deste conturbado momento da História do Brasil, feita pelo principal jornalista político do país durante duas décadas pode ser conferida por uma nova geração de leitores. Publicado em um único volume, 'Os militares no poder' mostra um recorte temporal de um momento nebuloso, pouco explorado e pouco conhecido deste período, que vai do golpe que depôs o presidente João Goulart à edição do ato institucional número 5, em 13 de dezembro de 1968. O livro, com prefácio do jornalista Merval Pereira, traz ainda o texto 'Da conspiração à revolução', em que Castelinho analisa os antecedentes do golpe, um encarte de fotos e um apêndice com diversos documentos da época, incluindo o discurso de João Goulart dois dias antes do golpe e a íntegra do AI-5.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O COMPLÔ - A história secreta dos Protocolos dos Sábios do Sião

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Em 1864, o escritor francês Maurice Joly publicou clandestinamente o livro O diálogo no inferno de Maquiavel e Montesquieu, uma sátira ao imperador Napoleão III. Quase trinta e cinco anos depois, o livro caiu nas mãos de Mathieu Golovinski, russo exilado na França a serviço da polícia secreta do tsar Nicolau II. O objetivo dessa polícia era provar a Nicolau II que havia uma conspiração judaica por detrás das revoltas que começavam a assolar a Rússia. Percebendo o potencial do livro de Joly, Golovinski produziu um plágio grosseiro - Protocolos dos sábios do Sião -, em que um suposto grupo de judeus influentes descrevia seu plano de dominação mundial, traçado durante um encontro secreto. 
O complô conta a história da fabricação dessa farsa, e de como ela se tornou uma das mais duradouras e cruéis peças de literatura anti-semita já produzidas. Nesta graphic novel, concluída poucos meses antes de sua morte, Will Eisner investiga também por que nem mesmo as inúmeras provas que vieram à tona, já na década de 20, de que os Protocolos eram falsos, conseguiram minar sua credibilidade. As histórias em quadrinhos, acreditava ele, seriam uma maneira de levar a um público maior a verdade sobre os protocolos. Um dos grandes mestres do gênero, Eisner percorre em O complô mais de um século da história da intolerância, sem deixar de lado aqueles que tentaram combatê-la.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

J.M Gooxe - Edição Dupla

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Compilei em uma versão física dois dos meus livros de poesia, sendo eles "A tudo que foi perdido" e "Vá a Geena Perpetua" totalizando 60 poemas q vão aumentando a qualidade gradativamente, pois trabalho meu amadurecimento lírico no sentido "início-fim", quem estiver interessado em adquirir a edição física, clique aqui para comprar. 

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